Atividades da UFRJ podem ser retomadas na terça-feira, dia 19

Data 19/05/15 | Tóopico: UFRJ

O Centro Acadêmico da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) afirmou, por meio de sua página no Twitter, que o reitor Carlos Levi defendeu, na tarde da última segunda, dia 18, suspender a recomendação de da paralisar atividades acadêmicas da instituição. Na sexta-feira, dia 15, o reitor sugeriu que as unidades não funcionassem na segunda, dia 18, por falta de pagamento aos terceirizados contratados pela Qualitécnica, responsável pela limpeza.

A fala teria sido feita durante uma plenária com a participação de decanos, diretores de unidades, alunos e funcionários terceirizados, na segunda-feira, dia 18. No mesmo dia pela manhã, foi realizada uma reunião da reitoria com o Ministério do Trabalho e a representantes empresa, que teriam se comprometido a quitar os débitos até terça-feira, dia 19.

No perfil do DCE no Facebook, no entanto, também é informado diretores de várias unidades se posicionaram contra a volta às atividades. Entre eles, estão so da Faculdade de Direito, Psicologia, da Escola de Comunicação e do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFICs). O diretor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) confirmou a posição anunciada ao longo do dia de que não retornaria às atividades acadêmicas no dia 19.

No entanto, no meio da crise da UFRJ, onde muitas unidades da instituição estão com suas atividades paralisadas, a diretoria do Colégio Aplicação (Cap-UFRJ) já tinha optado por manter suas atividades até esta terça, dia 19, quando haverá uma sessão do seu Conselho Pedagógico para avaliar a situação da escola. A escola, que já havia começado seus trabalhos com quase um mês de atraso, também funcionou na segunda, dia 18.

As faculdades de Direito e o Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (Ifcs), no Centro, a Escola de Comunicação (ECO), na Praia Vermelha, e o a sede da reitoria, na Ilha do Fundão, foram algumas das unidades que seguiram a recomendação do reitor e paralisaram suas atividades. A reitoria, por sinal, continuava ocupada, até o fechamento desta edição, por membros do Diretório Central dos Estudantes (DCE), desde a reunião do Conselho Universitário (Consuni-UFRJ), na última quinta, dia 14. As principais reivindicações dos estudantes são o pagamento imediato dos terceirizados, a garantia das Bolsas Auxílio e da moradia no alojamento.

Na manhã desta segunda, dia 18, a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, em assembleia, também decidiu paralisar suas atividades até a próxima quarta, dia 20, repudiando qualquer mutirão ou contratação alternativa para a limpeza. Em um post nas redes sociais, defendia-se que “o problema não está no lixo, e sim nas condições de trabalho, o centro da questão são as pessoas!”

Em nota, o reitor Carlos Levi havia recomendado que cada unidade avaliasse se está em condições ou não de realizar suas atividades. O comunicado ainda diz que a reitoria está se empenhando para que toda a universidade volte à normalidade. Ele justifica a crise que a instituição enfrenta com a falta de repasse das verbas do governo.

De acordo com a nota, a UFRJ tem a previsão de R$372 milhões anuais, sendo que até agora só foram liberados R$85 milhões, quantia inferior à 5/12 do montante previsto de R$131 milhões, que teriam de ser repassados pelo Ministério da Educação (MEC). Levi espera pela confirmação do orçamento no dia 22 de maio para normalizar as atividades da UFRJ.

A crise com os terceirizados afeta a UFRJ desde o início do ano. Por conta dela, houve atraso de mais de um mês no começo do ano letivo no colégio de aplicação. Também foi postergado o começo das aulas da graduação e unidades, entre elas, o Museu Nacional, chegaram a paralisar atividades.


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