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Polícia Militar : PM-RJ: edital até fevereiro para 4 mil vagas
Enviado por admin em 08/01/10 (1578 leituras)

O próximo concurso para soldados (2º grau) da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, previsto para até fevereiro, terá diversas mudanças, para ficar mais próximo da realidade da corporação. Segundo o seu comandante-geral, coronel Mário Sérgio Duarte, além da inclusão de novas disciplinas no exame intelectual, serão feitas alterações nos exercícios físicos. "Não queremos superatletas. Queremos pessoas com capacidade física mínima para suportar o duro treinamento que vem pela frente", disse o comandante, acrescentando que o objetivo é ter policiais com um perfil mais humanístico e conhecimento prévio das competências da PM. "Estamos tentando trazer candidatos que tenham o que, em Pedagogia, chamamos de prontidão. Alguém com um certo conhecimento do nosso interesse, porque ele vai receber outras informações no curso de formação, mas já terá essa prévia", disse. O coronel Mário Sérgio pediu durante a entrevista que a reportagem enfatizasse que "o trabalho mais importante da Polícia Militar é o do soldado", porque são os praças que prestam o atendimento à população, nas ruas. E uma de suas promessas é mudar o uniforme da corporação até 2011, para aproximar praças e oficiais. Como exemplo da integração, o próprio comandante trajava um colete do Batalhão de Operações Especiais (Bope), unidade de elite que já comandou, em vez do uniforme azul claro com medalhas e insígnias.

- O senhor propôs algumas mudanças nos concursos da corporação. Qual é o objetivo das alterações?
Coronel Mário Sérgio Duarte - Primeiro, tivemos de mudar a lei e diminuímos a altura exigida para homens, de 1,68m para 1,65m. Essa é uma mudança que esteticamente não muda quase nada, mas em compensação acabava retirando excelentes candidatos por uma questão de três centímetros. No exercício da atividade policial concluímos que isso não tem grandes diferenças. Voltamos ao que era antes, 1,65m. Estamos tentando trazer candidatos que tenham o que, em Pedagogia, chamamos de prontidão. Alguém com um certo conhecimento do nosso interesse, porque ele vai receber outras informações no curso de formação, mas já terá essa prévia. O policial precisa ter noções de Direito, noções de Legislação de Trânsito, noções de Direitos Humanos, e no curso ele vai aprender. Mas queremos que o policial saiba um pouco de Sociologia, Direito Penal, que conheça um pouco de Informática. Queremos um candidato que traga na sua bagagem esse saber, porque vai ser muito importante para a profissão.

Como avalia as seleções anteriores?
No passado, o nosso concurso era meramente classificatório. Fazíamos uma prova de Português e Matemática. Embora ele vá utilizar o Português, a Matemática nem tanto. As inferências da lógica Matemática não são tão importantes quanto aquelas da Ciência de Humanidades. Até mesmo Noções de Filosofia estamos pensando em colocar. A Educação do Brasil já concluiu pela necessidade de em processos seletivos para cursos de terceiro grau ter o conhecimento filosófico. Então, os cursos de segundo grau já vão ter a Filosofia e Sociologia em seus currículos. Esse é um resgate importantíssimo, que foi perdido ao longo dos anos.

Como estão os preparativos para a abertura das inscrições?
O edital está quase pronto, será para 4 mil vagas. Queremos colocar o edital até fevereiro na rua. E o curso de formação até o final de julho. Temos hoje 1.600 em formação, 2 mil já selecionados e concluindo as etapas da seleção, que foi feita pelos métodos antigos. Dentro dessa lógica, também vamos mudar o exame físico. Não queremos superatletas. Queremos pessoas com capacidade física mínima para suportar o duro treinamento que vem pela frente. Ele vai ser preparado para a atividade e não precisa ter uma excepcional capacidade física. No passado, se o candidato perdesse um dos exames, estava eliminado. Isso, hoje, não faz muito sentido para nós. O candidato vai receber um treinamento físico. Se não houvesse treino algum, faria sentido ter um concurso dessa maneira. Claro que vamos classificar também os resultados no exame físico.

Quais serão os exercícios?
Ainda vamos ter exercícios que requerem certo esforço. Não vamos abandonar a corrida e barra, por exemplo. A barra indica a habilidade da pessoa para escalar um pequeno muro, subir em uma laje, coisas desse tipo. Tudo tem que ser aplicado a um determinado fim.

Se a altura não tem grandes impactos na atividade, porque o critério não é abolido da seleção?
Não podemos radicalizar. Vamos pela justa medida. Concluímos que 1,65m não traz uma medida estética tão relevante, mas é uma altura considerável dentro da altura mediana do brasileiro. Com isso, vamos aproveitar um grande grupo que antes estava excluído. Eles passavam no concurso com boas médias, mas depois eram eliminados por uma questão estética. Era uma perda social.

Os jovens com 18 anos (nova idade mínima para participar do concurso) estão prontos para ingressar em uma atividade tão perigosa?
A atividade policial promove um amadurecimento rápido, mas, junto dos exames do campo cognitivo, temos aqueles que investigam o caráter psicológico que vai falar de uma maturidade do homem. Às vezes a pessoa chega com uma idade maior, mas psiquicamente é infantil. Temos o exame psicológico, que vai avaliar isso.

A própria corporação tem organizado seus concursos. O senhor avalia que a PM tem capacidade para tal atribuição?
Tem plena capacidade. Nas inovações que iremos promover, a tendência é que os concursos sejam mais rápidos. Os exames médicos que antes fazíamos na corporação vamos exigir do candidato. Isso vai ser um grande facilitador. Vai se tornar um pouco mais caro para o candidato, mas ele não vai ficar esperando o agendamento na corporação, que era um transtorno enorme. O exame ficava longo e vamos encurtar. Não serão todos, mas os exames clínicos de urina e sangue o candidato já virá com ele.

Com as mudanças, o concurso vai ficar mais fácil?
Vai exigir mais estudo da parte dos candidatos, mas vai ser um estudo individualizado. Com a Matemática, o candidato precisa do cursinho para ajudar. O candidato vai ter mais chances de estudar em casa, pois vai ter as fontes de consulta. Basta que ele estude em seus momentos de folga, quando estiver em casa. O concurso vai pedir mais tempo de estudo, mas vai exigir menos o auxílio dos recursos que ele tem que pagar, como professor particular e cursinho.

O chefe do Centro de Recrutamento e Seleção de Praças, tenente-coronel Frederico Borges Caldas, disse que serão cobradas Língua Portuguesa, História, Geografia e Direitos Humanos, além da redação. Isso ainda pode mudar?
A minha idéia é ir um pouco além, com Legislação de Trânsito, Noções de Sociologia, Noções de Informática e, talvez, até Noções de Filosofia. Vai ser um conteúdo maior, mas vamos indicar a fonte de consulta. O candidato vai ter chances muito maiores, com a garra dele. Quem não estudar e apostar no contrário não vai passar em hipótese alguma. Vamos ter um candidato mais culto porque na preparação do estudo vai ter informações que vão clarear suas idéias. A redação também está mantida.

Candidatos tatuados poderão participar?
Preferíamos não ter o candidato tatuado, mas a tatuagem acabou se inserindo socialmente e temos que estar adequados ao nosso tempo. O que estamos exigindo é que o candidato não tenha tatuagem que fique visível durante o exercício da profissão. Não vamos permitir no rosto, pescoço e braço, por exemplo.

Do total de vagas, 10% serão para as mulheres?
Isso ainda está sendo decidido. Ainda não dá para ter certeza de que o concurso trará vagas para mulheres, mas não quero tirar as esperanças. As mulheres continuarão tendo suas chances.

As 4 mil vagas serão distribuídas pelos municípios?
A nossa pretensão é preencher 4 mil vagas na Polícia Militar. Ele tem que compreender que é um profissional da PM, como das Forças Armadas, e tem que servir onde for necessário, de norte a sul. De Itatiaia a Porciúncula. Para onde ele for mandado, vai ter que servir. É claro que nesse concurso teremos uma parcela considerável que será utilizada nos para trabalhar na UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) e outra estará distribuída pelos batalhões. Podemos mudar, mas a princípio não haverá a regionalização.

Essa medida pode atrair mais candidatos?
Esperamos atrair muitos candidatos, pois a PM deve ter uma melhora considerável nas suas condições salariais. Há todo um clima na corporação e uma certa esperança da população do Rio de Janeiro bem maior que no passado. Vimos na formatura em dezembro a alegria dos homens de estarem nesta corporação. Uma corporação que vem acenando que vai melhorar as condições internas de saúde, salário. Vem aí o Pronasci Olímpico, que vai proporcionar mais uma gratificação para os policiais. Hoje temos as seguintes gratificações: R$500 para quem trabalha nas UPPs (custeados pela Prefeitura do Rio); uma gratificação específica, de R$350, para quem atua nas nas unidades operacionais convencionais e trabalha nas ruas; e uma de R$1 mil para quem trabalha nos Batalhões de Operações Especiais ou no Grupamento Aéreo Marítimo.

Quanto tempo vai durar o curso de formação?
O ideal é de oito a 12 meses, em condições ideais, mas temos as necessidades. E trazemos para uma condição razoável, que é de seis meses, tempo que dá para o policial aprender tudo e depois consolidar na prática. Por isso, é importante ele ter uma bagagem para que a gente não precise ensinar o bê-a-bá do Direito Penal e da Legislação do Trânsito, por exemplo.

O que mais está sendo feito para valorizar os policiais?
Vamos mudar também os uniformes da PM. Até 2011 o uniforme vai ser outro, um azul marinho que reforça a personalidade da instituição. Não teremos mais tão clara essa divisão entre os oficiais e os praças. Hoje, quando você olha um oficial, percebe logo a diferença, porque ele é cheio de medalhas. Queremos equilibrar isso. É um corpo só. O trabalho mais importante é o do soldado, e gostaria que você deixasse claro isso na entrevista. O soldado, o cabo e o sargento que estão na rua fazem o trabalho mais importante. Nós, que estamos dentro do quartel, somos coadjuvantes. A população é atendida pelo soldado, cabo, pelo praça, que têm de ser bem informados, porque são os símbolos.

Muitos candidatos questionam por que o limite de idade para ingresso na PM é 30 anos. Isso poderá ser revisto?
Estamos pensando nisso, porque o policial, de acordo o nosso estatuto, precisa se aposentar com 60 anos. Estamos discutindo as mudanças e estamos prestes a alterar o estatuto, é uma coisa que estamos pensando.

O senhor avalia que uma pessoa com mais de 30 anos tem condições de prestar um bom serviço?
Avalio que sim na parte das especialidades. Para o quadro combatente é complicado porque a partir dos 40 anos já começam as limitações físicas. Não tenho dados científicos, mas pela nossa experiência, a partir de 40 anos as limitações são bem maiores. De 30 a 40 anos, o policial teria só dez anos de serviços prestados. Então, já temos essa conclusão de que a idade deve ser 30 anos. A rigor, deveria ser menos. Para mim, o ideal seria 28 anos. Do 28 a 38 anos teríamos um policial com vida ativa plena, com 12 anos de atividade na corporação. Dos 38 a 40 anos começa a ficar mais complicado.

Com tantas mudanças, o que o senhor pode dizer para quem vai prestar o concurso para soldado?
A nossa profissão se diferencia das outras porque tem grandes riscos. Riscos políticos, porque na rua o policial atende os mais simples e também as mais altas autoridades nas suas demandas legítimas e legais. Quando a gente faz a opção por essa profissão, sabe que vai trabalhar sob grande tensão, com grandes riscos físicos e vai ter uma remuneração que vai estar sempre longe do ideal. O policial que quiser viver dignamente sabe que não vai enriquecer na profissão. Mas, por outro lado, é o exercício constante da ordem. Quem se preocupa com essas questões de honra, de doação e que quer servir, essa é profissão ideal. As pessoas que sentem vocação e são determinadas que queiram algo além de um emprego, vão encontrar na Polícia Militar uma grande casa.




Soldado: provas previstas para maio

O participantes do concurso para soldado da Polícia Militar deverão ter, pelo menos, quatro meses para estudar o novo conteúdo programático. Como o edital deve sair até fevereiro, o Centro de Recrutamento e Seleção de Praças pretende aplicar os exames em maio.

O chefe do CRSP, tenente-coronel Frederico Caldas, já havia confirmado que, na primeira etapa, de exame intelectual, seriam cobradas 40 questões das disciplinas de Língua Portuguesa, História, Geografia e Direitos Humanos, além da redação. Além dessas, o comandante-geral quer incluir outras, mas ainda não foi definido quais. Também falta definir se o número de questões será mantido (Confira detalhes na entrevista).

Exigências - Para ser soldado, é preciso ter o nível médio completo, de 18 a 30 anos, altura mínima de 1,65m para homens e 1,60m para mulheres e carteira de habilitação. Os vencimentos iniciais são de R$1.050, mas há gratificações específicas para a atividade que o policial desempenhar.

Normalmente, além do exame intelectual, os concorrentes realizam exame antropométrico, exame psicológico, testes físicos, pesquisa social e documental e, por fim, o curso de formação. Todas as etapas são eliminatórias.

Confira as principais mudanças:

• Idade mínima de 18 anos;
• Altura mínima de 1,65m para homens
• Inclusão de novas disciplinas como História, Geografia, Direitos Hanos, Legislação de Trânsito e Noções de Informática
• Exclusão da Matemática;
• Testes físicos classificatórios e com novos índices;
• Os aprovados poderão ser lotados em qualquer unidade, segundo necessidades da corporação e,
• Alguns exames de saúde serão custeados pelos próprios candidatos.



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