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ENEM : Entenda os princípios do cálculo da nota
Enviado por admin em 25/07/13 (720 leituras)

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) trouxe, nos últimos anos, uma grande mudança no método de avaliação da proficiência a fim de medir o conhecimento do estudante. Essa inovação se dá com a implantação da Teoria de Resposta ao Item (TRI).

Em substituição ao antigo modelo da Teoria Clássica dos Testes (TCT), a TRI utiliza-se de uma escala padrão para mensurar o conhecimento. Assim como há medidas para saber uma altura, uma temperatura etc, com os devidos instrumentos, a TRI estabelece escalas de proficiência para medir o conhecimento. E a prova é justamente seu instrumento de medição.

A partir da TRI, a nota de uma prova não é calculada apenas de forma quantitativa. Em outras palavras, não basta avaliar um candidato pela quantidade de acertos que ele teve na avaliação. Por isso, mesmo após a divulgação do gabarito oficial, no Enem, não é possível ter uma estimativa segura da pontuação alcançada.

No exame nacional, importa também e, principalmente, os parâmetros das perguntas (neste caso, o grau de dificuldade) e o padrão de resposta do participante. Isso significa dizer que o grau de conhecimento entre dois estudantes poderá ser diferente mesmo que tenham acertado a mesma quantidade de itens. Isso porque dependerá do tipo de questão que cada um acertou.

O cálculo da proficiência na TRI se baseia em três parâmetros: poder de discriminação, dificuldade e a probabilidade de acerto ao acaso. De acordo com esse modelo, participantes que obtiverem o mesmo padrão de resposta, ou seja, que acertarem itens de mesmo nível, terão uma avaliação de igual proficiência. E quanto maior a proficiência do aluno, maior será a probabilidade de acertos, o que é chamado de traço latente acumulativo.

Mas, por conta da possibilidade de um aluno acertar um item difícil por acaso (pelo “chute”), o parâmetro de acerto casual permite perceber que este acerto não é equivalente à proficiência do aluno caso ele não tenha acertado os itens de menor dificuldade.

Nem sempre, acertar as mais difíceis garante maior nota

Portanto, em uma comparação, se dois candidatos acertam o mesmo número de questões mas um deles acerta cinco questões entre o nível fácil e o intermediário e o outro acerta em sua maioria os itens mais difíceis, é possível que o que tenha acertado mais itens difíceis fique com nota menor. Isso se dá porque não há coerência no fato de um aluno que deveria ter uma proficiência alta errar questões mais fáceis’, havendo a probabilidade de acerto casual. Ou seja, tem maior conhecimento o estudante que tem maior coerência nas respostas e, não necessariamente, aquele que acerta as mais difíceis e, em contrapartida, erra as mais fáceis.

Além disso, a TRI implica afirmar que uma pessoa não tem grau zero de conhecimento mesmo que erre todas as questões ou que ela não tem conhecimento total caso acerte todos os itens. A explicação é que, caso um candidato não obtenha nenhum ponto na prova, ainda assim não é possível afirmar que ele não tenha qualquer tipo de conhecimento. Por isto, a escala da parte objetiva do Enem não é de 0 a 1.000, como imaginam alguns candidatos. Sendo assim, são diferentes os valores de mínimo e máximo de proficiência em cada área do Enem, dependendo não de quem responde às questões, mas, das próprias questões da prova.

Cada área de conhecimento possui uma diferente escala para medição do conhecimento, não sendo possível comparar as proficiências por escalas. Além do mais, não é considerado correto afirmar que mais acertos em uma determinada área significa maior proficiência nesta área do que em outra com menor quantidade de acertos. Isso quer dizer que para cada área de conhecimento há uma medida diferente, pela impossibilidade de se comparar o domínio de conhecimentos em áreas distintas.

No Brasil, o uso da TRI iniciou-se em 1995, com o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) e mais tarde utilizado também no Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja), na Prova Brasil e, finalmente, no Enem. É um modelo adotado em vários países como Estados Unidos, França, Coreia do Sul, entre outros.

Algumas das avaliações mais conhecidas no mundo utilizam a TRI para medir o grau de conhecimento, como o Scholastic Aptitude Test ou Scholastic Assessment (SAT), exame educacional usado nos Estados Unidos como critério de processo seletivo para ingresso ao ensino superior, e o Test of English as a Foreign Language (Toefl), exame para estrangeiros que tem o objetivo de medir a proficiência no idioma Inglês.

Prova – O Enem será aplicado nos dias 26 e 27 de outubro deste ano. No primeiro dia, as questões serão nas áreas de Ciências Humanas e suas Tecnologias e na de Ciências da Natureza e suas Tecnologias. No segundo dia, será a vez de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias e de Matemática e suas Tecnologias. Todos farão, ainda, uma redação.

Os locais das provas serão informados aos inscritos através dos cartões de confirmação de inscrição, que serão enviados, por via postal, para os endereços informados pelos participantes na inscrição. As quatro provas terão com 45 questões cada, todas de múltipla escolha.











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