Engenharia Cartográfica

É o ramo da engenharia que capta e analisa dados geográficos para a elaboração de mapas. O engenheiro cartógrafo faz pesquisas de campo e cálculos para elaborar mapas e cartas impressas ou digitais. Ele planeja, orienta, dirige e supervisiona o levantamento, a análise e a interpretação de aspectos geográficos e físicos de uma região a ser representada em mapas e cartas. Utiliza dados de diversos sistemas sensores, incluindo sistemas orbitais e aéreos, sensores a bordo de embarcações marítimas ou fluviais e instrumentos para levantamentos terrestres. Esses dados podem ser aplicados em todos os setores que fazem uso de informações geográficas, como estudos de meio ambiente, planejamento e gerenciamento municipais e regionais, navegação, geologia, geofísica, oceanografia e turismo.

MERCADO DE TRABALHO
Essa continua sendo uma das áreas mais restritas da engenharia, em que pode atuar também o profissional de Engenharia de Agrimensura, porém com um mercado de trabalho bastante promissor. Empresas públicas como o Instituto Brasileiro de Geografi a e Estatística (IBGE) abrem concursos e sobram vagas. As regiões com mais ofertas de emprego são o Sul e o Sudeste, embora novas oportunidades tenham surgido em todo o território com a lei federal que obriga o registro das coordenadas dos limites de imóveis rurais com base no Sistema Geodésico Brasileiro. Isso ampliou a abertura de vagas principalmente nos estados do Centro-Oeste e em cidades do interior do país. Os formados podem encontrar trabalho na área de Sistema de Informações Geográficas (SIG), montando banco de dados sobre áreas urbanas e rurais, processando e selecionando informações coletadas em órgãos do governo e empresas privadas de saneamento básico, energia e telefonia. Nas grandes metrópoles, onde a tendência é tornar o cabeamento de energia elétrica subterrâneo, há muito trabalho a ser feito pelo engenheiro cartográfico, já que os pontos por onde passam os fios precisam ser marcados e determinados nas ruas para facilitar o trabalho de manutenção dos técnicos. Além disso, estão em alta as especializações em geoprocessamento e sensoriamento remoto. Geralmente, o profissional pode ser autônomo ou trabalhar em consultorias e empresas prestadoras de serviços cartográficos.
$ Salário médio inicial: R$ 2.300

O CURSO
Às disciplinas básicas das engenharias, como matemática, física e desenho, somam-se matérias de formação profissional e específicas, relacionadas com a coleta, o processamento, a análise e a representação de dados espaciais. O aluno também aprofunda conhecimentos referentes à geodésia, à topografia, à fotogrametria e ao sensoriamento remoto. Parte da carga horária é dedicada a práticas de laboratório e à pesquisa de campo. Em algumas instituições, é comum o estudante participar de projetos de prestação de serviços à comunidade, dando apoio de campo em levantamentos topográficos e na regularização de terras rurais. Para se diplomar, é preciso fazer estágio supervisionado e apresentar um trabalho de conclusão de curso.

Duração média: cinco anos.

O QUE VOCÊ PODE FAZER
Levantamento aerofotogramétrico
Fazer o reconhecimento topográfico e geográfico de uma área por meio de análises de fotografias aéreas.

Levantamento topográfico e geodésico
Dar apoio de campo para levantamentos aerofotogramétricos e projetos de engenharia, fazendo observações para determinar a posição dos pontos de interesse.

Posicionamento global por satélite (GPS)
Determinar as coordenadas de acidentes geográficos que serão usadas em planos diretores urbanos ou para a localização e a identificação de locais ou objetos.

Representação cartográfica
Elaborar cartas e mapas.

Sistema de informações geográficas (SIG)
Montar bancos de dados sobre áreas urbanas e rurais, processando e selecionando informações coletadas.

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