Gastronomia

Tecnólogo

Comer fora, antes reservado a ocasiões especiais, hoje faz parte da rotina de muitos moradores da cidade grande. A distância entre o local de trabalho e a casa, aliada ao trânsito cada vez mais complicado, obriga muitos brasileiros a recorrerem ao restaurante por quilo, tradicional, self-service ou de comida caseira. Essa realidade fez com que o setor de comidas rápidas (fast food) apresentasse crescimento em torno de 15% em 2007, segundo a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel). A expansão do turismo e a melhoria de renda da população também beneficiaram o setor.

Com isso, abrem-se oportunidades para os formados em Gastronomia. Para conseguir uma vaga não basta gostar de cozinhar. “É preciso mais qualidades, como dinamismo, paciência e preparo físico”, diz Maurício Gai Frantz, gerente da confeitaria Doce Sabor, em Palmas (TO). “Muitas vezes, o trabalho numa cozinha é desgastante física e emocionalmente. Com freqüência, atuar em um restaurante exige que você durma tarde, carregue peso e não tenha folga nos finais de semana”, explica ele.

Além das tarefas na “boca do fogão”, um chefe calcula custos e administra assistentes. O profissional pode, ainda, gerenciar empresas do setor alimentício, treinar o pessoal, estabelecer preços, negociar com fornecedores e desenvolver o contato com os clientes. Além de restaurantes, há trabalho em redes de lanchonete, empresas de serviços alimentícios, fabricantes de alimentos congelados, bufês, hotéis e companhias aéreas.

MERCADO DE TRABALHO
O mercado está em expansão, embora a concorrência seja acirrada, devido ao aumento do número de escolas que oferecem o curso. Além disso, há a disputa com quem não tem formação universitária. Mas os dados da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) apresentam uma perspectiva otimista: com 780 mil estabelecimentos espalhados por todo o país, em 2006, o setor representa 2,4% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e gera 8% dos empregos diretos do país – quase 6 milhões de vagas. As principais oportunidades concentram-se no eixo Rio–São Paulo, por conta do elevado número de restaurantes, bares e hotéis. “O Nordeste também oferece vagas ao profissional, que são absorvidas pela infra-estrutura voltada ao turismo internacional”, informa o professor Andrew Bushee, coordenador do curso de Gastronomia do Centro Universitário Senac, em Águas de São Pedro (SP). No Sul, as serras gaúchas e Florianópolis (SC) são os locais com mais emprego, por serem atrações com grande fluxo de turistas.
$ Salário médio inicial: R$ 1.200

O CURSO
O curso é eminentemente prático. O aluno passa a maior parte do tempo na cozinha, aperfeiçoando habilidades como o manuseio de instrumentos e aprendendo técnicas de preparo. Recebe noções de higiene alimentar, aprende a organizar eventos e banquetes e conhece a culinária de outras regiões e culturas. Há também disciplinas da área de administração e marketing, como comunicação empresarial e custos, e da legislação que regula o setor. Algumas faculdades têm disciplinas especiais, como gastronomia hospitalar e dietas alternativas. Outras escolas oferecem habilitação em alguma área específica. Na Anhembi Morumbi é possível cursar diretamente confeitaria e panificação – entre as disciplinas estão cozinha de café da manhã e coffee break, história do chocolate e confeitaria regional brasileira. A duração média do curso é de dois anos e o estágio é obrigatório.

Outro nome: Confeitaria e Panificação.

_EDITO_COMEFROMCursos Preparatórios Para Concursos : http://capecurso.com.br/site/modules/edito/content.php?id=199