Com a divulgação do novo concurso para soldado combatente, o Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ) se coloca em evidência, chamando atenção para suas futuras contratações e fazendo de 2012 um ano de grande importância para a instituição, visto que há, atualmente, uma considerável carência de pessoal no quadro da corporação.

O diretor-geral de Pessoal dos Bombeiros, coronel Gilvan de Castro, deu informações exclusivas, falando sobre o processo seletivo das seleções de motorista e combatente, do último concurso para soldado combatente, em 2008, e a respeito dos requisitos dos concursos que estão por vir, entre outros pontos.

“O processo seletivo do soldado combatente vai seguir o mesmo esquema do último concurso. Exame intelectual, físico e médico”, adianta, ressaltando que a falta de servidores é um problema inegável hoje no Corpo de Bombeiros do Rio. “Os concursos de 2012 são uma maneira de amenizar os problemas que estamos vivenciando de pessoal com relação às perdas naturais, como aposentadoria. Temos carência e necessidade de reposição do quadro sempre.”

Confira, a seguir, a entrevista na íntegra com o coronel Gilvan.

O senhor é quem cuida das contratações e dos concursos do CBMERJ. Sendo assim, confirma a realização de uma nova seleção para soldado combatente ainda este ano?
Coronel Gilvan – Sim, vai ter concurso para soldado combatente no segundo semestre desse ano.

Qual será a oferta de vagas?
Nossa pretensão é proporcionarmos 400 vagas, com possibilidade de chegar a 550.

Então, poderá haver 550 vagas no concurso para combatente?
O que acontece é o seguinte: já negociamos com a Secretaria de Planejamento e Gestão do Estado do Rio de Janeiro (Seplag-RJ) e eles autorizaram 400 vagas para esse ano e mais 400 para 2013. Para esse concurso de motorista, que vai sair ainda este mês, teremos 100 vagas. Além dessas, convocamos 126 aprovados do último concurso para combatentes de 2008, mas quase ninguém apareceu para tomar posse. Isso significa que temos sobra de vagas e que usaremos elas ou na seleção para motorista ou na próxima de combatente. Essa questão ainda será decidida, pois a realidade é que temos carência em ambas as funções. O que é certo é que contrataremos 400 novos servidores esse ano e 400 no ano que vem.

As 400 vagas de 2013 serão para os soldados combatentes que forem aprovados no concurso desse ano?
Muito provavelmente. Talvez chamaremos cerca de 300 motoristas e colocaremos, no segundo semestre, 500 vagas para combatentes, sendo os 100 primeiros classificados para ingressar esse ano e, os outros 400, em 2013. Estamos estudando essa possibilidade. Ou de chamarmos menos motoristas e colocarmos 550 vagas para combatentes. São várias as possibilidades.

E quanto ao concurso para artífice? O senhor havia anunciado ele também para o segundo semestre deste ano.
O artífice é uma necessidade, mas ainda não fechamos o concurso. A carência é maior nos cargos de soldado motorista e combatente, logo, estamos preferindo usar as 800 vagas autorizadas pela Seplag para esses cargos. Talvez a gente realize alguma seleção temporária para as funções do artífice, também estamos analisando essa possibilidade.

O concurso para soldado motorista, a princípio, terá 100 vagas. No entanto, há chance desse número subir para 300. É isso?
Exatamente. A princípio, são 100. Vamos ver como ficará esse quantitativo.

O que falta para que o contrato com a organizadora da seleção de motorista seja assinado? A instituição já foi escolhida?
Não, ela ainda não foi escolhida. O que está acontecendo é que nós fizemos algumas modificações no termo de referência e as instituições interessadas apresentaram dúvidas quanto ao projeto do edital por causa dessas mudanças. Mas já estamos recebendo as propostas finais e o contrato será assinado na semana do dia 14 desse mês.

Quais foram essas modificações no termo de referência?
Antes, estávamos exigindo como requisito a categoria D da carteira nacional de habilitação (CNH). Agora, o candidato poderá ter a partir da C. Quem tiver a D ou a E, categorias acima da solicitada, terá uma pequena vantagem em relação aos outros participantes na pontuação final do processo seletivo, o que pode ajudar muito na hora de um desempate. Exigimos categorias específicas da CNH porque nossos veículos são grandes e pesados, não é qualquer um que consegue dirigir. Nós transportamos água e ela pesa e desequilibra o carro. O ideal é, ao terminar de usar a mangueira do veículo, encher o tanque novamente ou no hidrante mais próximo, ou esvaziá-lo por completo e abastecer na unidade mesmo, pois quando você usa uma parte da água e não completa, aquilo vira um perigo ambulante maior do que já é, pelo fato de ser uma viatura pesada, porque aquela água fica se movimentando no tanque. Isso faz com que o carro capote facilmente em uma curva. Por isso, que todo veículo grande de tanque é compartimentado. Com isso, resolvemos pedir prova prática, que não teríamos mais.

Além da prova prática, quais serão as outras etapas do processo seletivo para motoristas?
Prova objetiva, exame físico e médico.

O edital para soldado motorista continua previsto para este mês?
Sim. A previsão é de que nesse mês de maio já tenhamos a organizadora equacionada e o contrato assinado. Acredito que antes do fim do mês o edital já está na rua. No mais tardar, na primeira semana de junho.

A previsão de que não haverá limite de idade e altura mínima para participar da seleção continua valendo?
Por enquanto, sim. No entanto, ainda estamos estudando isso. Acredito que o exame físico ajuda a resolver a situação, pois eliminará os que não estiverem aptos a realizar as atribuições dos bombeiros, independentemente da idade.

Quanto ao concurso para soldado combatente, o processo seletivo seguirá a mesma linha do de 2008?
Sim, será o mesmo esquema do último concurso. Exame intelectual, físico e médico. Os requisitos serão nível médio completo e carteira nacional de habilitação na categoria B. É importantíssimo que a CNH esteja dentro da validade, pois aqui temos o cuidado de colocarmos nossos soldados para dirigir veículos compatíveis com a categoria da CNH e verificamos as validades. Prestamos muita atenção nisso para que possamos evitar maiores transtornos. Quem rege isso não sou eu nem o Estado, mas sim a legislação federal.

Que mensagem o senhor pode deixar para os interessados em participar dos concursos para soldados motorista e combatente?
Primeiramente, para que procurem já ir levantando a documentação necessária para participar das seleções. Para quem tiver dúvida sobre quais são os documentos, basta consultar o nosso site e olhar o edital do concurso de 2008. É bom que as pessoas já se movimentem para não perderem os prazos quando o cronograma sair. Por exemplo, vamos que o indivíduo perceba que não tem o histórico escolar e vá até a escola onde estudou para solicitá-lo. Chegando lá, a escola fechou e nem existe mais. No entanto, existe aquilo publicado no Diário Oficial, mas só dá tempo de ir atrás disso caso seja visto com antecedência. Não deixem para ver tudo em cima da hora, isso é muito importante. Outra recomendação é de que procurem ver também como é o exame físico e já comecem a se preparar para ele para não serem apanhados de surpresa. O número de recursos que temos aqui relacionados a esta etapa é enorme e, na maioria dos casos, o pessoal está reclamando sem motivos, pois não se prepararam o suficiente. O exame físico reprova muito, não deixem ele de lado. Então, verifique e atualize a sua documentação, a fim de evitar maiores problemas posteriormente. Não espere a aprovação na prova objetiva para iniciar o treinamento para o exame físico. Muitos fazem isso e se dão mal. Agora, a recomendação mais importante: saibam que não estão vindo para uma escola de escoteiros ou para uma escola primária. Somos servidores militares e temos obrigações que são cobradas não com rigor, mas com a medida necessária.

O que os concursos de 2012 vão significar para a corporação?
Essa será uma maneira de amenizar os problemas atuais que estamos vivenciando de pessoal. Temos muitas perdas naturais, como por aposentadorias. Logo, há carência e necessidade de reposição de pessoal sempre. A nossa perda anual média, nos últimos cinco anos, chega a 526 servidores ao ano. Estamos com um déficit muito grande de motorista e o ideal é colocarmos 300 para que possam atender à nossa necessidade atual. Nós, militares dos estados, temos uma guerra de verdade, que é todos os dias, 365 dias ao ano, e a gente não pode se dar ao luxo de perder. Temos que ganhar todas as batalhas, não só a guerra. Então, se você não tiver como reclicar esse pessoal, o serviço cai. É muito importante promovermos essas renovações.

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