03/11/2012
A regulamentação da lei de cotas nas universidades federais divide as opiniões dos estudantes. Entre candidatos que fizeram as questões do primeiro dia do Exame Nacional do Ensino Médio, era possível encontrar favoráveis e contrários às políticas afirmativas.

O decreto que garante a reserva de 50% das vagas para estudantes que estudaram o ensino médio em escola públicas é visto como uma chance de ingresso dos mais pobres as universidades, mas pode ser muito prejudicial por gerar mais preconceito contra o aluno que conseguir a cota.

“Acho que essa política das cotas desfavorece as pessoas que estudam o ano inteiro para entrar em uma faculdade. Independente da condição financeira, o estudante pode conseguir a vaga se esforçando. Vemos muitos casos assim, de pessoas que não possuem muitas condições, mas se destacam. Alguns vão sofrer preconceito, vão ser vistos como candidatos que tiraram vagas de pessoas que poderiam estar mais preparadas. A cota ajuda o mais pobre a entrar no ensino superior, mas pode gerar uma acomodação, porque eles sabem que precisam de menos desempenho que os outros”, diz Camila Vaz, de 18 anos, do Colégio Elza Campos, na Tijuca.

Alguns estudantes se mostraram divididos. Para eles, a lei traz benefícios, mas alguns aspectos deveriam ser revistos. O estudante Artur Fernandes, de 18 anos, do Colégio Estadual Antônio Houaiss, foi um dos que concordaram com a política de cotas, mas com algumas ressalvas.

“Eu sou a favor das costas até um limite. Acho que é um direito que o governo está dando para a gente e eu não vou me negar a usufrui-lo. Só não acho que deve ser usada essa lei para aumentar a discriminação contra o negro.”

O fato da lei acabar eliminando estudantes que possuam um melhor preparo para os vestibulares foi um dos pontos que mais geraram discussão. Estudar durante, pelo menos, uma ano, e não conseguir a vaga por decreto do governo é algo que assusta muitos candidatos.

“Acho que essa lei acaba sendo uma forma de preconceito. Muitos falam que ser negro ou branco não faz diferença, mas na hora da prova existe um peso diferente para o negro e para o branco. É hipocrisia. Querem igualdade, mas vai existir mais preconceito a cada ano que passar com esse tipo de política”, argumenta Bárbara Neto, de 18 anos, do Colégio Pensi.

Alguns candidatos que são a favor das cotas lembram que a lei não vem para beneficiar alguém, mas vem para reparar erros do passado. É o que pensa o estudante Benin Monteiro, de 17 anos, da Faetec. “Sou a favor porque acho que é uma questão de dívida do governo com alguns segmentos da população. Não é apenas com os negros, mas com a parcela da população que já passou por algum tipo de dificuldade. É uma forma de reparar o erro do passado. Preconceito contra quem entrar por esse meio vai existir, mas todos ninguém deve sentir-se mal em usar desse direito.”

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