15/01/2013

Na segunda-feira, dia 14, o Ministério da Educação (MEC) divulgou um balanço detalhado sobre os números do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Segundo os dados, 44% dos inscritos são alunos da rede pública, beneficiados pela Lei de Cotas. A proximidade na quantidade também pôde ser observada nas notas, já que a diferença entre as pontuações de corte de cotistas e ampla concorrência foi pequena.

Ao todo, foram 1.949.958 inscritos, 11% a mais em relação ao ano passado. Destes, 864.830 estavam inclusos no sistema de ação afirmativa, sendo 349.904 negros, pardos ou indígenas com renda familiar igual ou inferior a um salário mínimo e meio; 193.238 negros, pardos ou indígenas que não se inscreveram com base no critério da renda familiar; 168.243 inscritos no critério de renda familiar abaixo de um salário mínimo e meio; e 153.445 que se enquadravam apenas no critério de estudarem na rede pública. “O número de inscritos no sistema de cotas foi um salto extraordinário nesse sistema novo que estamos buscando implantar. 80% dos alunos que concluem o ensino médio são da rede pública. Eles terem feito quase metade das inscrições no Sisu é um passo bastante importante”, afirmou Aloizio Mercadante, ministro da educação.

O MEC também divulgou a nota de corte de três áreas específicas, consideradas prioritárias para o governo federal. Em Medicina, a nota de corte pelo sistema de cotas foi de 761,67 e na ampla concorrência de 787, 56. Na pedagogia, foi de 591,58 dos cotistas e 598,08 dos demais. No caso da Licenciatura, as notas foram de 606,45 para os contemplados pelas cotas e 627,51 para a ampla concorrência. Mercadante disse que o resultado agradou. “Os melhores alunos da rede pública são bem melhores que a média do setor privado. Isso demonstra que toda escola pública pode ser uma boa escola”, disse, ressaltando que os cotistas terão tutoria na instituição de ensino e acompanhamento de reforço pedagógico. Os estudantes de cursos com duração acima de cinco horas e aprovados por meio de cotas, cuja renda familiar é igual ou inferior a 1,5 salário mínimo, terão direito a uma auxílio mensal de R$400. A manutenção da ajuda será vinculada ao desempenho do aluno.

Matrícula dos classificados ocorrem nos dias 18, 21 e 22

Os estudantes convocados na primeira chamada do Sisu, divulgada na quarta-feira, dia 14, deverão efetivar a matrícula nos próximos dias 18, 21 e 22. Eles precisarão verificar, junto à instituição de ensino para a qual foram aprovados, o local, horário e procedimentos para matrícula. Os resultados estão disponíveis no boletim do candidato, na internet, nas instituições participantes e na Central de Atendimento do MEC.

De acordo com o cronograma, a segunda chamada será feita no dia 28, com matrícula em 1º, 4 e 5 de fevereiro. Os estudantes que não forem selecionados nas duas primeiras convocações não precisam perder as esperanças. Eles poderão aderir à lista de espera, a partir do dia 28 deste mês, que será utilizada pelas instituições para convocar os novos alunos, caso ainda haja vaga no curso de primeira opção. O prazo vai até 8 de fevereiro. Os calouros começarão a ser chamados no dia 18 do mesmo mês. Ao todo, foram oferecidas 129.319 vagas em 3.752 cursos de 101 instituições públicas de ensino superior. Deste número, pelo menos 12,5% foram destinadas a alunos que cursaram o ensino médio integralmente na rede pública, de acordo com a Lei de Cotas (Lei nº 12.711), sancionada no final de agosto do ano passado.

Entre as vagas reservadas, metade é para estudantes com renda per capta familiar de até um salário mínimo e meio (R$1.017) e metade para os que têm renda superior. Dentro de cada grupo, há uma cota racial para negros, pardos e indígenas, com base nos dados do Censo do IBGE para o estado em
que está localizada a instituição de ensino. Até 2014, a reserva total chegará a 50% das vagas ofertadas pelas federais.

Para concorrer no Sisu, era necessário ter realizado o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2012 e ter obtido nota diferente de zero na redação. Os candidatos puderam fazer duas opções na hora da inscrição, especificando, pela ordem de preferência, o curso ao qual pretendiam concorrer e de que forma: ampla concorrência, Lei de Cotas ou outras políticas afirmativas adotadas pelas próprias instituições.

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