05/08/2012
No início da tarde da última quarta-feira, dia 1º, cerca de 120 manifestantes, entre professores, funcionários técnico-administrativos e alunos ocuparam o gabinete da Direção Geral do Colégio Pedro II, em São Cristóvão. Eles pedem melhorias de infraestrutura, suspensão do calendário durante a greve e continuidade do processo eleitoral interno.

O Sindicato dos Servidores do Colégio Pedro II (Sindscope) reivindica a suspensão do calendário de atividades para que não haja prejuízos aos alunos durante a paralisação. Segundo a entidade, alguns docentes, cerca de 20%, não aderiram ao movimento e chegaram até a aplicar provas. “Não participar da greve, é um direito. O que não pode é manter o calendário para essas pessoas, uma vez que o conjunto de professores está paralisado. Queremos uma medida oficial da direção suspendendo as atividades. No momento certo, ao final do movimento, serão retomadas em conjunto, com a reposição das aulas, para não atrapalhar os estudantes”, afirmou Eliete Barbosa, uma das coordenadoras do sindicato.

Ela ainda lembrou que não foram apenas os professores que decidiram cruzar os braços. Servidores técnico-administrativos e estudantes também deflagraram greve, o que reforça a necessidade de paralisar as atividades até que as aulas voltem à normalidade. “Um professor dar aula para 10 alunos não pode contar como dia letivo, muito menos aplicar avaliações. Os alunos não são obrigados a ir, até porque cerca de 90% deles estão em greve”, opinou.

Durante o ato, os manifestantes também cobraram mais agilidade para a resolução de antigos problemas, que, inclusive, já estiveram em pauta na greve anterior, como a climatização das salas de aula. “Conseguimos que a instituição se colocasse como favorável, mas está demorando demais. Sabemos que não é de uma hora para outra, que há necessidade de reformas e também de vontade política. Mas ninguém aguenta um calor de 40º graus em sala durante o verão”, criticou.

Eliete ainda criticou a precarização das unidades do colégio. Segundo a sindicalista, a rede expandiu, mas faltam recursos. “A vontade política para resolver as questões não é condizente com a real necessidade. Precisamos de melhorias nos laboratórios e nas instalações, de forma geral, e na questão da acessibilidade para alunos deficientes”, cobrou.

Outra reivindicação do Sindscope é pelo prosseguimento do processo eleitoral. Uma nova legislação (Lei 12.677/2012) acaba com o cargo de diretor no Pedro II, por ser uma instituição federal, e cria o de reitor. Por conta disso, de acordo Selmo Nascimento, coordenador do sindicato, a procuradora-chefe do colégio entende que a eleição deveria ser suspensa, já que o objeto do pleito foi extinto. Porém, os grevistas acreditam que a eleição deve ser retomada após a suspensão da greve e o próximo reitor eleito terá 180 dias para promover a elaboração do novo estatuto do colégio.



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