O ministro da Educação, Fernando Haddad, informou na última quarta-feira, dia 23, em audiência no Congresso Nacional, que a expectativa do MEC é de que a oferta, na próxima edição do Sistema Unificado de Seleção (Sisu), deve superar a casa das 100 mil vagas. A seleção terá como base a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2011. Se as notas forem divulgadas no início de janeiro, como previsto, o acesso ao sistema de seleção tende a ser aberto ainda no primeiro mês do ano.

Esta expectativa é alimentada não só pela criação de novos cursos em instituições que adotam o exame como também pela inclusão de novas universidades e institutos federais na lista dos que substituem seus vestibulares isolados pela prova do MEC, na seleção de seus calouros.

Se a informação for confirmada, esta será a segunda vez consecutiva em que há crescimento na oferta de vagas pelo Sisu, no primeiro semestre. Para a edição de 2010, foram oferecidas, no primeiro semestre, 47.913 vagas. Já no Sisu 2011, também para o primeiro semestre, a oferta foi de 83.125. Se a perspectiva do MEC for confirmada, o crescimento deve ficar entre 20% e 30% em comparação com o ano passado.

Na mesma audiência pública, o ministro Fernando Haddad teve de dar explicações aos deputados federais sobre os problemas ocorridos com o Enem, nos últimos anos. Na Comissão de Fiscalização, ele defendeu que é preciso fortalecer o exame para que ele se consolide como substituto dos vestibulares em todo o país. Ele sustentou também que o Enem é alvo de atos ilícitos justamente por estar dando certo.

Em 2011, o Enem, novamente, enfrentou problemas operacionais. Depois da primeira edição, quando a prova foi roubada, e da segunda, onde ocorreram problemas com a impressão de milhares de exemplares, dessa vez, 14 questões foram aplicadas em um simulado, às vésperas da realização do exame. Um total de 639 estudantes de um colégio em Fortaleza tiveram acesso às questões antes da aplicação oficial da prova, nos dias 22 e 23 de outubro. As perguntas que vazaram foram anuladas pela Justiça Federal e o MEC vai recalcular as notas dos estudantes dessa escola.

Segundo Fernando Haddad, o Enem, antes das mudanças implantadas pelo MEC, não tinha valor. Foi justamente, segundo ele, o fato de selecionar para vestibulares de instituições públicas de todo o país que fez com que a prova passasse a ser alvo de tentativas de irregularidade e quebra de sigilo.

Ele ressaltou que o MEC terá de continuar a lidando com tentativas de fraude na aplicação da prova e que nem mesmo o SAT, exame norte-americano equivalente ao Enem, é totalmente perfeito. Segundo Haddad, a avaliação americana tem problemas em mil a 3 mil provas a cada ano.

Sobre o vazamento das questões da prova do Enem no Ceará, o ministro da Educação disse que há informações preliminares da Polícia Federal que indicam a participação de um professor de cursinho preparatório. “O que me relatou o delegado é de que nós estamos nos últimos momentos, mas que aqueles indícios estão se confirmando”, afirmou Haddad.

Serviço
www.mec.gov.br



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